Olhai os lírios e o que eles dizem.

Vejo um campo de lírios que dançam conforme o vento. Vejo o sol que os aquece e nutre. Vejo as nuvens e o céu pincelado colorido e uma estrada disposta ao meu caminhar.

Sou uma pessoa com medos, a rotina é um deles. Viver e reviver momentos infinitos, me desespera, mas, curiosamente, quando penso em trilhar o campo, meu coração se entrega a uma sensação de alegria.

Por mais que a ideia do eterno me cause gastura – e imagino que até a paz eterna canse – algo me chama para o trilho dos lírios. E, curiosamente, quero aceitar.

Me imagino a caminhar por todo o campo, andando eternamente com o sol sob a pele, sentindo o cheiro da mata, apreciando com os olhos a boa vista do céu.

É tão bonito, devo dizer, tão pacífico. Mas passageiro, porque onde se faz muito sol, muita chuva vem e vai ver que é por isso que eu me atento a ir: sei que nada é eterno, mesmo que doído, mesmo que feliz; nada é eterno.

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