O mundo precisa de gente como você

Li uma notícia que me quebrou.

Mas foi apenas mais uma das dezenas que já li e das dezenas que já li, sei que acontecem milhares de outras, todos os dias – e nada posso fazer.

Li uma notícia que quebrou meu coração e todo mundo ficou falando o quanto o mundo é mau e os humanos são maus, mas não acredito em humanos maus.

Li uma notícia violenta, como centenas outras: cruel, desumano, porque o que é mau, é desumano.

A desumanidade me dói tanto que fica difícil enxergar o teclado com essas lágrimas me embaçando a vista.

A desumanidade me dói tanto que o chão se perde – e essa dor não se compara com a dor da vítima.  

Tento me colocar no lugar dessa pessoa e me sinto fraca por não conseguir suportar, só de imaginar, eu passando por isso. Como dói pensar que tanta gente sangra, sofre, morre. Como dói a crueldade, a desumanidade que o mundo guarda.

Essa desumanidade que acontece num ponto insignificante do Universo, num ponto insignificante da Via Láctea, num ponto insignificante do Sistema Solar.

Essa desumanidade reprimida nos irrita, mas o que fazemos? O que eu faço? Nada? A gente não é mesmo capaz de nada?

Essa notícia que li me fez pensar; se cada pessoa que diz o quanto o mundo é mau, tentasse fazer do mundo um lugar bom, talvez ele seria menos mau.

Li uma notícia que me rasgou por dentro – e me dói saber que esse tipo de coisa parece não ter data de validade.

E me irrita! Me irrita muito essa maldade, essa desumanidade! Me dá vontade de gritar, de socar, de matar! Fico possessa, quero tirar satisfação com quem tem coragem de ser tão desumano… Mas isso não me tornaria alguém melhor, tornaria?

Gritar de volta, é justiça?

Então me acalmo e a raiva se transforma em tristeza…

Não quero ver mais desumanidades. Por favor, se apegue ao que existe de humano em você, sua humanidade. Por favor.

Eu sei que dói ser humano, eu também sou. As lágrimas que rolam em você, também rolam em mim. A raiva que te explode, eu também sinto. Eu compreendo seu sofrimento.

Sei que é complicado, doído, viver nesse ponto insignificante do Universo que parece comprimir tanta desumanidade – mas a esperança não pode se perder.

Para isso preciso de gente como você:

gente humana.

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